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Padroeiro: S. Cristóvão. Habitantes: 344 habitantes (I.N.E. 2001) e 390 eleitores em 31-12-2003. Sectores laborais: Vinicultura, pecuária e pedreiras. Tradições festivas: Santa Rita. Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja Paroquial, capelas de Santo Estêvão e Sto. António, Ponte Romana, Relógio de Sol, Lugar de Silhães e alto de S. João. Gastronomia: Sopa seca e carneiro à Gondomil. Artesanato: Alfaias agrícolas.
O topónimo Gondomil parece ser de origem germânica: provém do antropónimo Gontemiri “villa” de Guntemirus, embora o povo atribua a sua origem ao termo “gois-mil” ou “godos-mil”, que significa uma povoação com mil godos, esse aspecto, portanto leva os historiadores a afirmarem ser muita antiga esta terra. A atestar essa antiguidade temos ainda os topónimos, Crasto e Outeiro das Lajes. O primeiro a lembrar as civilizações castrejas e o segundo a possibilidade de Lajes serem alusivas a pias funerárias. Ainda, a confirmar a seu passado, temos a ponte romana a lembrar essa época distante. Acerca da história desta freguesia transcreve-se na integra o que nos informa o livro " Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo " : « Em 1320, no catálogo das igrejas, mandado elaborar pelo rei D. Dinis, para o pagamento de taxa, São Cristóvão de Gondomil foi taxada em 110 libras. Pertencia ao arcediagado de Cerveira. Em 1444. D. João I conseguiu do papa que este território fosse desmembrado do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512. Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sonsa, deu a D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta. No título dos rendimentos dos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença, organizado entre 1514 e 1532, sendo arcebispo D. Diogo de Sousa, Gondomil rendia 46 réis. Enquadrava-se no julgado de Coura e Fraião. No Memorial leito pelo vigário Rui Fagundes para a avaliação dos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença, organizado entre os anos de 1545 e 1549, sendo arcebispo D. Manuel de Sousa, São Cristóvão de Gondomil enquadrava-se na terra do couto de Sanfins e era anexa do mosteiro de Sanfins. Refere-se neste mesmo documento que a vigairaria de Gondomil valia 10 mil réis. No Censual de D. Frei Baltasar Limpo, redigido entre 1551 e 1581, diz-se que a capela de São Cristóvão de Gondomil era curato anual da apresentação do Colégio da Companhia de Jesus de Coimbra e, depois, da Universidade. Em termos administrativos, pertenceu, em 1839, à comarca de Monção e, em 1852, à de Valença.»
Fonte consultada: Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo. |
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